Caminhava no labirinto de ruas disformes,
pássaros acompanhavam meus passos firmes.
O sol vermelho, rutilante, fazia-me lembrar
de minha inseparável sombra.
E eu, introspecto,
sentia o lusco-fusco intermitente
do material e o transcendente.
A criança gargalhava no monte de areia
completamente alheia
das bombas de neutrons,
das bombas atômicas,
das bombas de qualquer coisa.
O bom velhinho lia um livro qualquer
e a mulher grávida passou por mim sorrindo.
Então eu disse:
- Se tudo existe sem aparente razão de ser
porque alguém teria razão em dizer
que Deus não existe ?
Se deus é a razão da razão .
E foi ele quem disse :
"Sou o princípio e o fim".
Então por que eu
não teria razão em dizer
que Deus não morreu.
Deus vive......
Vive dentro de mim.
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